Amanhã é a bênção de finalistas em Lisboa.
Ainda não é a minha vez.
Ontem voltava de uma noite de trabalho na faculdade com um amigo com quem praticamente partilhei os últimos anos de vida, não só de estudante, mas como pessoal. É um daqueles do grupo com quem vamos de férias, para os copos ou para uma simples futebolada. E também colega de escolinha.
Ele vai acabar agora o curso. E na viagem de volta para casa, tantas vezes repetida ao longo dos últimos anos e onde falamos essencialmente de gajas, ele sai-se com esta: "Acreditas que agora que está a chegar ao fim e ponho-me a pensar em toda a merda que já fiz... fico com um medo do caraças do que está para vir?".
A mim ainda falta um bocado (não muito) para chegar ao fim, mas fiquei a pensar no que ele me disse e em outras conversas do género que tenho com outras pessoas. É que agora, na posição em que estou/estamos, olhamos 2 anos para a frente e não faço a mínima ideia do que me espera. Quando era mais novo era diferente, quando escolhi o que estudar, etc, já sabia que dali a X anos estaria na faculdade se tudo corresse normalmente. Agora, o que é o normal? É capaz de ser o futuro mais escuro que todos enfrentamos na nossa vida. A escola, nossa principal ocupação, acaba. O trabalho, há-de vir. Onde, em que circunstâncias, com que pessoas, há trabalho?
Este meu amigo dizia-me que nunca tinha tido tantas coisas indefinidas à sua frente. E com esta conversa arrastou-me um bocado para a posição dele. E isso assusta-me um bocado.
Detesto fazer planos a longo prazo. E agora no futuro campo profissional não vou poder planear praticamente nada. Não me vou lamentar de faltas de emprego e etc, mas é uma verdadeira roleta russa o futuro de qualquer jovem na nossa faixa etária. É uma altura da vida (ui que experiente que sou) muito peculiar, onde ninguém nos vai guiar nem ninguém vai decidir nada por nós. Mas se tantos a ultrapassaram sem problemas, eu e os meus amigos também o faremos certamente.
Eu conduzia e ele falava praticamente sozinho, mas sabendo que eu o estava a ouvir. E estava, aquilo fazia eco dentro da minha cabeça... Vai haver gente que provavelmente nunca mais vou ver, mas estes são os que ficam para a vida.
É uma espécie de homenagem a este companheiro, que vai certamente ficar para a vida. Grande abraço.
Edit. Agora pus-me a ouvir músicas maricas e nostálgicas, oh que caralho. Tenho de trabalhar porra!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Este calor
Dá-me vontade de sair de casa e ir para a má vida.
Mas não, gosto mesmo é de estar no quarto a trabalhar.
A trabalhar.
Mas não, gosto mesmo é de estar no quarto a trabalhar.
A trabalhar.
sábado, 12 de maio de 2012
3 de seguida
Cafés. E são ainda só 17h30. Já vejo tudo às quadrículas. Tipo células de Excel. Não sei porquê...
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Rita Pereira
Acho que muita gente (incluindo homens) preferiam ver-me em tronco nu do que tu toda descascada na Playboy.
Ah espera.... descascada.
Ah espera.... descascada.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Aquele artigo do Sol sobre os homossexuais
Deve ter sido escrito com os pés.
Os homossexuais são homossexuais porque gostam de pessoas do mesmo sexo. Não é por serem comunistas, hippies, ou andarem a fumar umas cenas fixes e a dizer não à guerra do Vietname.
Só faltava terem escrito que os gays são todos do Benfica para se revoltarem contra o sistema de corrupção do futebol português.
Um abraço aos gays do Benfica, temos uma paixão em comum.
Os homossexuais são homossexuais porque gostam de pessoas do mesmo sexo. Não é por serem comunistas, hippies, ou andarem a fumar umas cenas fixes e a dizer não à guerra do Vietname.
Só faltava terem escrito que os gays são todos do Benfica para se revoltarem contra o sistema de corrupção do futebol português.
Um abraço aos gays do Benfica, temos uma paixão em comum.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Um post sobre stress
Vida de estudante é uma vida feita de picos de trabalho. Acho que agora estou num pico bem alto, se bem que mais baixo que o Evereste.
Nestas alturas não consigo dormir, sonho com o trabalho, deito-me muito cansado e a pensar óptimo, hoje vou conseguir adormecer num instante e também é num instante que esse sono se transforma em preocupação e ansiedade, em voltas e mais voltas na cama, e às vezes em idas à sala para me sentar no sofá, sem ligar a televisão sequer.
Tento manter para mim mesmo o discurso bem disposto do género foda-se Don não sejas ridículo, tanta merda pior que te poderia estar a acontecer e estás preocupado por causa disto? Mas sinceramente não anda a resultar. E normalmente as coisas correm-me bem quando não me preocupo muito com elas.
Consumo litros de café durante o dia e de vez em quando até fumo um cigarrinho, coisa que não é mesmo nada normal em mim. Não é coisa que me fascine, mas às vezes cravo aos meus colegas. Hoje a parvoíce foi tanta que comprei um maço e aqui estou, em casa, com um balde enorme de café ao lado e prestes a acender um cigarro no final deste post. Tipo aquele escritor que acaba de escrever qualquer coisa na máquina de escrever, encosta-se para trás na cadeira e acende o cigarro. Não que os meus posts tenham qualquer qualidade literária.
Estou ansioso que chegue 2ª feira para poder respirar um bocado e largar todos estes maus hábitos que há em mim nestas alturas.
Sou por norma bastante calmo por fora, mas por dentro tenho uma 3ª guerra mundial a acontecer, e adivinhem... os maus estão a ganhar.
Nestas alturas não consigo dormir, sonho com o trabalho, deito-me muito cansado e a pensar óptimo, hoje vou conseguir adormecer num instante e também é num instante que esse sono se transforma em preocupação e ansiedade, em voltas e mais voltas na cama, e às vezes em idas à sala para me sentar no sofá, sem ligar a televisão sequer.
Tento manter para mim mesmo o discurso bem disposto do género foda-se Don não sejas ridículo, tanta merda pior que te poderia estar a acontecer e estás preocupado por causa disto? Mas sinceramente não anda a resultar. E normalmente as coisas correm-me bem quando não me preocupo muito com elas.
Consumo litros de café durante o dia e de vez em quando até fumo um cigarrinho, coisa que não é mesmo nada normal em mim. Não é coisa que me fascine, mas às vezes cravo aos meus colegas. Hoje a parvoíce foi tanta que comprei um maço e aqui estou, em casa, com um balde enorme de café ao lado e prestes a acender um cigarro no final deste post. Tipo aquele escritor que acaba de escrever qualquer coisa na máquina de escrever, encosta-se para trás na cadeira e acende o cigarro. Não que os meus posts tenham qualquer qualidade literária.
Estou ansioso que chegue 2ª feira para poder respirar um bocado e largar todos estes maus hábitos que há em mim nestas alturas.
Sou por norma bastante calmo por fora, mas por dentro tenho uma 3ª guerra mundial a acontecer, e adivinhem... os maus estão a ganhar.
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